A devoção ao apóstolo São Judas Tadeu entre os torcedores do Flamengo é um aspecto que transcende o simples ato de fé, tornando-se uma parte intrínseca da identidade rubro-negra. Conhecido como o intercessor das causas impossíveis, o santo é frequentemente lembrado em momentos cruciais da história do clube.
O dia 28 de outubro, consagrado à celebração de São Judas Tadeu pela Igreja Católica, foi oficialmente reconhecido como o “Dia do Flamenguista” em 2007, por meio de uma lei municipal. Essa data é marcada por uma intensa participação dos torcedores, que se reúnem na Igreja de São Judas Tadeu, localizada no Cosme Velho, para pedir bênçãos e vitórias para o time.
A origem dessa ligação remonta aos anos 50, quando o Flamengo enfrentava um longo período sem conquistas. O Padre Góes, pároco da igreja, iniciou um movimento espiritual, realizando missas e incentivando os jogadores a acenderem velas e rezarem ao santo. Sua mensagem de fé e esperança culminou na conquista do Campeonato Carioca em 1953, seguido por mais dois títulos nos anos seguintes, um feito que muitos atribuem à intercessão de São Judas Tadeu.
Um momento icônico que solidificou essa relação ocorreu em 2001, durante uma final contra o Vasco. O locutor Washington Rodrigues, conhecido como Apolinho, fez uma declaração memorável: “E acaba de chegar São Judas Tadeu”, logo antes de um gol decisivo de Petkovic. Essa frase se tornou parte da história do clube e é relembrada até hoje.
Em homenagem a essa conexão, a sede do Flamengo na Gávea recebeu uma nova pintura que celebra a história entre o clube e o santo. A imagem de São Judas Tadeu foi entronizada na sede em 1957, em uma cerimônia conduzida pelo Padre Góes, simbolizando a união entre a fé e o futebol.
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