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Flamengo estabelece metas ousadas para o desenvolvimento do futebol feminino

| Redação
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O Flamengo está comprometido com a formação de jogadoras em seu projeto de futebol feminino, estabelecendo uma meta ambiciosa para os próximos anos. Durante o painel “Do futebol de base à elite: estratégias para o desenvolvimento e fortalecimento do futebol feminino”, realizado na última quinta-feira (10) na Confut, o gerente de futebol feminino do clube, André Rocha, revelou que o objetivo é que mais de 90% do elenco profissional seja formado internamente até 2028/29.

Atualmente, cerca de 50% das jogadoras do time profissional são oriundas das categorias de base do Flamengo. A expectativa é que esse número chegue a 70% na próxima temporada, com a meta de ultrapassar os 90% nos anos subsequentes.

Rocha explicou que essa estratégia foi desenvolvida após uma análise do cenário do futebol feminino, que evidenciou uma concentração excessiva de investimentos na equipe profissional. O Flamengo decidiu, então, inverter essa lógica, priorizando as categorias de base, mesmo ciente de que isso poderia gerar críticas por resultados imediatos.

“A pirâmide era invertida. A gente tinha todo investimento no profissional, os campeonatos eram só profissionais e o número de atletas jogando na base era muito baixo”, afirmou o dirigente. Ele reconheceu que essa escolha poderia resultar em cobranças por desempenho no time principal, mas enfatizou a importância de investir no futuro.

Para Rocha, os títulos conquistados são apenas uma parte dos resultados esperados. O foco principal é preparar jogadoras para que possam atuar em alto nível no futebol profissional. “O resultado que a gente está preparando de atleta dentro do clube, muitos ainda não conseguem enxergar”, disse ele, prevendo que os frutos desse trabalho serão visíveis quando as jogadoras começarem a se destacar na equipe principal.

Além disso, o Flamengo está investindo na massificação do futebol feminino, com núcleos em mais de cinco estados e mais de 600 meninas participando das atividades do clube. A formação de treinadores também é uma prioridade, com mais de 300 profissionais capacitados até o momento.

Rocha destacou que o objetivo não é apenas descobrir talentos para o Flamengo, mas também ampliar o acesso ao futebol para meninas que sonham em atuar em grandes clubes. “A nossa preocupação maior hoje é a massificação da modalidade”, afirmou.

O impacto do trabalho dos clubes na vida das jogadoras também foi abordado. Rocha acredita que a formação deve ir além do desenvolvimento técnico, mostrando que “o sonho é possível e é alcançável”. Ele ressaltou que o processo de formação continua mesmo após a atleta deixar a categoria Sub-20, com os primeiros anos no futebol profissional sendo parte desse desenvolvimento.

O Flamengo utiliza empréstimos como uma ferramenta de formação, permitindo que jogadoras ganhem experiência em outras equipes antes de retornarem ao clube ou seguirem novos caminhos em suas carreiras. Rocha acredita que a formação no futebol feminino não termina na categoria Sub-20, e que as jogadoras precisam de mais tempo para se prepararem para o alto rendimento.

A relação com as famílias das atletas também é vista como fundamental para a permanência delas no clube. Rocha destacou a importância de criar vínculos ao longo dos anos e construir confiança entre o clube, as jogadoras e suas famílias.

Quando questionado sobre o que faria com mais recursos disponíveis, Rocha reiterou que a prioridade seria ampliar a estrutura de formação, abrangendo mais faixas etárias e iniciando o desenvolvimento das jogadoras desde cedo. Essa resposta reforça a estratégia do Flamengo: o crescimento sustentável do futebol feminino está intrinsicamente ligado à formação de novas atletas.

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Fonte: https://www.lance.com.br/flamengo/flamengo-traca-meta-ambiciosa-para-formacao-no-futebol-feminino.html