Em uma recente entrevista no Ninho do Urubu, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, abordou a potencial proibição das apostas no Brasil, destacando a Medida Provisória nº 1.394/2026. Esta medida visa restringir a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa e jogos de cassino online em todo o país.
A Betano, atual patrocinadora máster do Flamengo, possui um contrato que garante R$ 266 milhões ao clube até 2028. Boto enfatizou que a perda dessa parceria poderia resultar em uma queda de cerca de 20% na receita anual do Flamengo, o que seria um golpe significativo para as finanças do clube.
“Essas questões não vão impactar nunca nos salários dos jogadores. Garanto para vocês que o Flamengo não vai atrasar um salário, não vai deixar de pagar os funcionários e os jogadores”, afirmou Boto, tranquilizando os torcedores sobre a situação financeira do clube. Ele comparou a situação a um lar, onde a perda de um salário pode afetar o pagamento de contas essenciais.
Além disso, Boto mencionou que a situação atual pode levar o Flamengo a ser mais cauteloso na renovação de contratos de jogadores, já que a falta de patrocínio poderia forçar o clube a considerar a venda de atletas para equilibrar as contas.
O Flamengo não está apenas observando a situação; o clube já se mobilizou contra a MP que proíbe as apostas. O ministro Luiz Fux, do STF, permitiu que o Flamengo atuasse como amicus curiae em três Ações Diretas de Inconstitucionalidade, possibilitando que a diretoria apresente dados técnicos que sustentem a suspensão da medida.
A principal preocupação do clube é o impacto financeiro que a proibição pode causar, com estimativas de perdas que podem chegar a R$ 430 milhões para o Flamengo e R$ 2,5 bilhões para o futebol brasileiro como um todo. O Flamengo também critica a falta de um prazo para a transição, que poderia resultar em perdas significativas com uniformes e contratos já firmados.
Por fim, a peça jurídica apresentada pelo clube alerta que a proibição das casas de apostas regulamentadas pode levar apostadores a buscar plataformas clandestinas, o que poderia agravar ainda mais a situação. Com a autorização do STF, o Flamengo se prepara para participar ativamente dessa discussão crucial.
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