O Flamengo está considerando a possibilidade de exibir uma mensagem de protesto em sua camisa durante a partida contra o Santos. A frase que está sendo analisada é “Proibir não é proteger”, em resposta à recente Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas de quota fixa no Brasil. A informação foi inicialmente divulgada pelo influenciador Lucas Jornal e posteriormente confirmada pelo portal Lance!
A mensagem já foi utilizada em outras ocasiões por entidades do setor de apostas, aparecendo em placas de publicidade durante jogos do Campeonato Brasileiro, como no clássico entre São Paulo e Santos e na partida entre Atlético-MG e Bragantino.
A frase em questão faz parte de um manifesto criado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), em colaboração com empresas que operavam legalmente no Brasil. As entidades argumentam que a proibição das apostas não elimina a prática, mas pode forçar os apostadores a recorrer a sites clandestinos, que não seguem as mesmas normas de segurança e fiscalização.
O manifesto também alerta sobre o potencial crescimento do mercado ilegal, que pode expor os usuários a fraudes. Entre os pontos levantados estão a importância de mecanismos de proteção existentes no mercado regulado, como a verificação de idade e CPF, autoexclusão e restrições para beneficiários de programas sociais.
A Medida Provisória nº 1.394/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, proíbe a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, afetando diretamente o futebol nacional. No momento da publicação da MP, 14 dos 20 clubes da Série A contavam com patrocinadores do setor de apostas.
Os clubes que possuem contratos com essas empresas precisam remover as marcas de suas camisas dentro do prazo estipulado pela medida. Embora a MP tenha força de lei desde sua publicação, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, com uma vigência inicial de 60 dias e a possibilidade de prorrogação.
O governo justifica a medida como parte de um esforço para combater o endividamento das famílias e os problemas associados aos jogos de aposta. Em contrapartida, as entidades do setor defendem a implementação de uma fiscalização mais rigorosa e regras mais restritivas para a publicidade e uso das plataformas de apostas.
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