Na última quinta-feira, o Flamengo enfrentou mais uma vez a pressão das cobranças de pênaltis, resultando em uma eliminação na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. Após dois empates sem gols, o Rubro-Negro viu a classificação escapar ao perder por 3 a 2 nas penalidades, com Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique não conseguindo converter suas tentativas.
Desde 2016, o clube carioca tem enfrentado dificuldades em decisões por pênaltis, acumulando 11 derrotas em 17 disputas, o que representa um aproveitamento de apenas 35%. Este cenário não é novo e levanta questões sobre a capacidade do time em momentos decisivos, especialmente em competições de alto nível.
O retrospecto do Flamengo em pênaltis inclui finais importantes e confrontos eliminatórios, como a recente decisão do Mundial de Clubes de 2025 contra o Paris Saint-Germain, onde também saiu derrotado. A sequência de eliminações, incluindo a queda para o Atlético-MG na Copa do Brasil e agora para o Estudiantes, destaca um padrão preocupante.
Os números são reveladores: o Flamengo converteu 60 dos 93 pênaltis cobrados desde 2016, enquanto os adversários marcaram 77 dos 93 enfrentados. Apesar de algumas vitórias memoráveis, como a final do Campeonato Carioca de 2019 contra o Vasco, as derrotas recentes têm um peso significativo, refletindo a pressão que o clube enfrenta em momentos cruciais.
Embora a eliminação na Libertadores não possa ser atribuída apenas aos pênaltis, a incapacidade de converter as cobranças em momentos decisivos é um fator que não pode ser ignorado. O Flamengo, que teve a chance de garantir a vaga na final, novamente falhou em um momento em que a margem para erro era mínima.
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