O Flamengo se mantém otimista em sua tentativa de reverter a eliminação na semifinal da Libertadores de 2026, após um embate com o Estudiantes. O foco da disputa gira em torno da inscrição do zagueiro Marcos Rojo, que o clube brasileiro contesta, acreditando que há fundamentos jurídicos para reivindicar os pontos da partida.
A situação se complica, pois o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) autorizou a participação de Rojo, mas deixou em aberto a análise sobre sua elegibilidade. O Estudiantes avançou à final após um empate sem gols e vitória nos pênaltis, mas o Flamengo já havia formalizado sua oposição à escalação do jogador antes do jogo.
A decisão provisória do TAS não resultou na perda de pontos para o Estudiantes, mas também não encerrou a discussão sobre a regularidade da inscrição de Rojo. O Flamengo se apoia em precedentes da Conmebol, que já puniram clubes por escalações irregulares, como ocorreu com o Santos e a Chapecoense em 2018.
A advogada Giovana Janoti, especialista em Direito Desportivo, explica que a questão envolve interpretações sobre os efeitos da decisão provisória e as possíveis consequências após o julgamento definitivo. O Flamengo argumenta que a autorização cautelar não convalidou a transferência de Rojo, que foi inscrito fora da janela de transferências.
A origem da contratação de Rojo, que ocorreu após o fechamento da janela, é central na controvérsia. O Estudiantes se baseou em um acordo coletivo que permite a inscrição de jogadores lesionados, mas a compatibilidade desse procedimento com as normas da Fifa e da Conmebol é questionada.
O Flamengo aguarda o julgamento definitivo, que ainda não tem data marcada, enquanto o Estudiantes demonstra confiança em manter a vaga conquistada em campo. A disputa jurídica se concentra na regularidade da inscrição de Rojo e nas possíveis consequências de uma decisão desfavorável ao clube argentino.
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