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Jornalistas discutem endividamento dos clubes brasileiros no Em Nome do Jogo

| Redação

No programa Em Nome do Jogo, transmitido pela FlamengoTV, os jornalistas Rodrigo Capelo e Rodrigo Mattos abordaram a preocupante situação financeira dos clubes brasileiros, que enfrentam um cenário de endividamento crescente. De acordo com o relatório da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de 2025, os 20 clubes da Série A apresentaram uma receita total de R$ 14,3 bilhões, um aumento de 32% em relação ao ano anterior, enquanto a dívida acumulada atingiu R$ 17,3 bilhões, representando um crescimento de 15%.

Capelo, especialista em gestão e finanças do futebol, destacou que a realidade financeira dos clubes é complexa e varia significativamente entre eles. Por exemplo, o Flamengo possui R$ 950 milhões em dívidas, mas arrecada R$ 2 bilhões, enquanto o Palmeiras apresenta uma situação semelhante, com dívidas de R$ 1,3 bilhão e receitas que variam entre R$ 1,2 e R$ 1,3 bilhão.

“A situação financeira deve ser analisada em conjunto com a capacidade de geração de receita. Um clube pode ter uma dívida elevada, mas se sua receita for ainda maior, a situação se torna mais administrável”, explicou Capelo.

Rodrigo Mattos, por sua vez, trouxe à tona o exemplo do Atlético-MG, que conseguiu reduzir sua dívida bancária de R$ 600 milhões para cerca de R$ 100 milhões após um investimento significativo. Ele ressaltou que a gestão financeira é um desafio constante e que muitos clubes ainda não conseguiram se estruturar adequadamente para aproveitar o aumento das receitas.

Os jornalistas também discutiram a recuperação judicial, um mecanismo que permite aos clubes renegociar suas dívidas, mas que, segundo Capelo, deveria ter regras mais rigorosas. Ele criticou a prática de alguns clubes que utilizam o período de carência para realizar novas contratações, o que contraria o fair play financeiro.

Além disso, Capelo mencionou que há um movimento entre os clubes para solicitar uma extensão do prazo para se adequar às regras do fair play financeiro, que proíbe a contração de novas dívidas a partir de 2026. Ele acredita que, apesar dos desafios, o futebol brasileiro pode melhorar nos próximos anos, desde que haja uma vigilância constante e a implementação de medidas de reestruturação eficazes.

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Fonte: https://www.flamengo.com.br/noticias/institucional/no-em-nome-do-jogo-na-flamengo-tv-os-jornalistas-rodrigo-capelo-e-rodrigo-mattos-falam-sobre-o-endividamento-dos-clubes-brasileiros